As crises nossas de cada dia

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conheceu as trevas durante o "apagão energético" que ocorreu em seu segundo governo. Seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, também reeleito, vê o "apagão aéreo" impedir que o novo mandato decole. Uma crise passou, a outra cessará e novas virão. E o Brasil, impávido colosso, sobreviverá.
Há, entretanto, crises que parecem não ter fim. São velhos problemas que, após serem ignorados ou subestimados, acabaram sendo classificados como insolúveis. Em condições normais de temperatura e pressão, esta avaliação pessimista é mantida, mas supostas soluções surgem nas disputas eleitorais. Nenhuma resiste a um sopro de realidade.
A crise da segurança pública é uma exceção. Soluções aparecem em todos os dias para todos os gostos: pena de morte, redução da maioridade penal, descriminalização de drogas, desarmamento de civis. Qualquer um considera-se especialista no assunto e detém uma fórmula mágica. Na prática, é tiro e queda, literalmente.
A crise ambiental é totalmente diferente, pois os caminhos para superá-la são unânimes. Todos se dizem preocupados com o aquecimento global, a contaminação da água e a extinção de espécies, mas poucos se mobilizam por estas bandeiras, à espera de respostas do Estado.
Outra crise, a da saúde, também é uma unanimidade nacional. Neste caso, todos concordam que não existe conserto para o SUS, que as filas nos postos de atendimento jamais terão fim e que os menos favorecidos devem rezar para manter a saúde e a sorte.
O leitor que chegou até aqui acredita que ainda não leu nenhuma novidade. Tem razão, mas o óbvio precisa ser "dito", já que inúmeros agentes públicos e veículos de comunicação concluem que a maior deficiência do país são os atrasos nos aeroportos.
Novamente o leitor se revolta. Chama este artigo de demagógico. "Como resolver tantos problemas?", indaga. Ora, a sociedade escolhe seus representantes e deve deles cobrar resultados. E agir, reagir.
O primeiro passo é olhar para os lados e ver o Brasil real, onde homens e mulheres ainda não aprenderam a voar. Apenas caminham.
Jonas Costa
Há, entretanto, crises que parecem não ter fim. São velhos problemas que, após serem ignorados ou subestimados, acabaram sendo classificados como insolúveis. Em condições normais de temperatura e pressão, esta avaliação pessimista é mantida, mas supostas soluções surgem nas disputas eleitorais. Nenhuma resiste a um sopro de realidade.
A crise da segurança pública é uma exceção. Soluções aparecem em todos os dias para todos os gostos: pena de morte, redução da maioridade penal, descriminalização de drogas, desarmamento de civis. Qualquer um considera-se especialista no assunto e detém uma fórmula mágica. Na prática, é tiro e queda, literalmente.
A crise ambiental é totalmente diferente, pois os caminhos para superá-la são unânimes. Todos se dizem preocupados com o aquecimento global, a contaminação da água e a extinção de espécies, mas poucos se mobilizam por estas bandeiras, à espera de respostas do Estado.
Outra crise, a da saúde, também é uma unanimidade nacional. Neste caso, todos concordam que não existe conserto para o SUS, que as filas nos postos de atendimento jamais terão fim e que os menos favorecidos devem rezar para manter a saúde e a sorte.
O leitor que chegou até aqui acredita que ainda não leu nenhuma novidade. Tem razão, mas o óbvio precisa ser "dito", já que inúmeros agentes públicos e veículos de comunicação concluem que a maior deficiência do país são os atrasos nos aeroportos.
Novamente o leitor se revolta. Chama este artigo de demagógico. "Como resolver tantos problemas?", indaga. Ora, a sociedade escolhe seus representantes e deve deles cobrar resultados. E agir, reagir.
O primeiro passo é olhar para os lados e ver o Brasil real, onde homens e mulheres ainda não aprenderam a voar. Apenas caminham.
Jonas Costa


3 Comentários:
Gostaria de Parabenizar nosso amigo Jonas pela primeira postagem no BLOG.
É muito satisfatório ver que ele compartilhou conosco sua visão a respeito desse assunto tão polêmico e tão atual. O Artigo em questão me fez refletir muito, elucidou-me sobre o assunto.
Espero que mais colegas sigam esse passo, e nos coloque a par de suas opiniões.
Grande abraço
Camila Moura
Este comentário foi removido pelo autor.
Aqui vamos poder botar a boca no trombone, falarmos as nossas opiniões, nossas reportagens e idéias. O trabalho sobre internet apresentado ontem está de parabéns.
Bom o que falar do Mister Jhones?
O cara já é fodão. Esse cara é meu brother, mexeu com ele mexeu comigo tbm!!
sauhsuhas
O cara escreve muito bem, essa cronica nus faz pensar. Como dizem o grupo musical "Os Paralamas do Sucesso", que país é esse?
Bom, como nosso brother escreveu ai, basta nos lermos e refletirmos.
Vcs querem a resposta pra pergunta que fiz acima?
É porra do Brasil.
PEDRO HENRIQUE MARTINS
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